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CPA - COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO
Pensar ou (re)pensar a educação implica em acreditar na possibilidade de todos sermos educáveis; e, além disso, acreditar na intervenção educativa. A avaliação permanente de todas as atividades desenvolvidas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé, sejam estas realizadas pelos docentes, discentes ou técnico-administrativos, emerge como uma atividade de corresponsabilidade. Uma ação pedagógica integrada, que contribuirá para o redirecionamento das ações desenvolvidas por todos, na intenção de minimizar fragilidades e descobrir potencialidades.
1. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
A proposta de avaliação institucional da FAFIMA – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé está fundamentada na Lei 10.861, de 14 de abril de 2004 que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES e que determina, em seu artigo
· missão e do plano de desenvolvimento institucional;
· política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão;
• responsabilidade social da instituição;
1.1 CPA 2009
A CPA é responsável pela coordenação, condução e articulação do processo interno de Avaliação Institucional da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Macaé-RJ. Sua função é coordenar e articular tal processo em todas as suas modalidades de ação, de modo a fornecer à comunidade acadêmica e à sociedade uma visão sobre o desenvolvimento da instituição, sua qualidade educativa e sua contribuição para o desenvolvimento da Região Norte-Fluminense.
A identidade da Faculdade, enquanto instituição de ensino superior, afirma-se, não apenas pelo olhar interno, mas pela possibilidade da participação de toda a comunidade nesse processo, para tanto abre espaço à comunidade universitária e à sociedade para participar de seu projeto.
A história de avaliação institucional na FAFIMA evidencia o compromisso de uma prática de reflexão e de sistematização da atuação de todos os espaços em suas diferentes dimensões sustentada no princípio democrático, do diálogo e da interação no âmbito da comunidade interna e regional.
Nessa perspectiva, o processo de avaliação institucional na FAFIMA constitui-se em elemento importante no contexto da gestão acadêmica e administrativa. Tal atividade, como processo de gestão, dinamiza-se pelos princípios da continuidade e da participação, mesmo ainda em processo de construção.
2. OBJETIVOS
Mais que atender à orientação legislativa, a FAFIMA compreende que a realização dessa tarefa permite o conhecimento amplo do interior institucional, com o levantamento de dados e informações que contribuirão para o planejamento e a gestão da instituição.
Assim pensando, há que se considerar que a autoavaliação não deixa de ser um trabalho permeado de aspectos ideológicos, políticos e culturais entre outros e que, ao ser iniciado, gerará sempre mais reflexões na intencionalidade maior que é a busca pela excelência pedagógica.
Considerando a necessidade da implantação e realização da autoavaliação, foram propostos os seguintes objetivos:
Objetivo Geral:
Realizar a autoavaliação da FAFIMA, atendendo o que propõe o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
Objetivos Específicos:
a) Sensibilizar a comunidade acadêmica da FAFIMA para a construção de um processo permanente e participativo de autoavaliação;
b) Realizar uma sistematização e disponibilizar dados e informações sobre os vários aspectos da IES;
c) Promover uma maior integração entre os vários segmentos da instituição, com vistas à implementação e efetivação do processo autoavaliativo;
d) Elaborar metodologias de coleta e análise dos dados da avaliação da IES;
e) Identificar pontos fortes e fragilidades da IES;
f) Estimular o contato com o ambiente externo à academia para, por meio do diálogo e reflexão, elaborar e reelaborar as suas ações institucionais;
g) Difundir na Instituição a cultura da avaliação permanente como meio de informações para pensar e planejar as atividades de ensino, iniciação à pesquisa e à extensão;
h) Incentivar um processo permanente de autocrítica da Instituição, fortalecendo as relações de cooperação entre os diversos atores institucionais;
i) Fornecer dados objetivos e instrumentos para a verificação da eficiência e da eficácia, referenciada no principio de relevância social e científica;
j) Prestar contas à sociedade das ações da instituição, tornando mais efetiva a vinculação entre elas;
l) Possibilitar a reflexão e revisão das políticas, programas e projetos institucionais, referenciados na missão, de acordo com as características loco - regionais.
3. ASPECTOS LEGAIS
3.1 REGIMENTO
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - O presente Regimento disciplina a organização, o funcionamento e as atribuições da Comissão Própria de Avaliação – CPA – da FAFIMA.
TÍTULO II – DA NATUREZA E FINALIDADE
Art. 2º - A Comissão Própria de Avaliação – CPA caberá o assessoramento e acompanhamento da execução da Política de Avaliação Institucional, observada a legislação pertinente.
TÍTULO III – DA COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES
Art. 3º - Compete à Comissão Própria de Avaliação – CPA:
I. Assessorar os setores da FAFIMA responsáveis pelas avaliações;
II. Acompanhar a execução da política da Avaliação Institucional, observada a legislação pertinente;
III. Conduzir os processos de avaliação internos da Instituição;
IV. Sistematizar os processos de avaliação internos e externos;
V. Prestar informações sobre a avaliação institucional ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, sempre que solicitadas.
Art. 4º - São atribuições da Comissão Própria de Avaliação da FAFIMA :
I. Apreciar:
a) A missão e o plano de desenvolvimento institucional;
b) A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação e a extensão;
c) A responsabilidade social da Instituição;
d) A infraestrutura física, em especial a do ensino, pesquisa e biblioteca;
e) A comunicação com a sociedade;
f) A organização e gestão da instituição;
g) O planejamento e avaliação, especialmente os processos, resultados e eficácia da autoavaliação institucional;
h) As políticas de atendimento aos estudantes.
II. Analisar as avaliações dos diferentes segmentos da FAFIMA, no âmbito da sua competência.
III. Desenvolver estudos e análises, visando ao fornecimento de subsídios para fixação, aperfeiçoamento e modificação da política da Avaliação Institucional.
IV. Propor projetos, programas e ações que proporcionem a melhoria do processo avaliativo institucional.
V. Participar de todas as atividades relativas a eventos promovidos pela CPA, sempre que solicitada.
VI. Colaborar com os órgãos próprios no planejamento dos programas de Avaliação Institucional.
TÍTULO IV – DA COMPOSIÇÃO E DO MANDATO
CAPÍTULO I – DA COMPOSIÇÃO
Art. 5º - A Comissão Própria de Avaliação – CPA – da FAFIMA será constituída por:
I. representante do corpo docente;
II. representante do corpo técnico-administrativo;
III. representante do corpo discente;
IV. representante da sociedade civil.
CAPÍTULO II – DO MANDATO
Art. 6º - O mandato dos membros da CPA será correspondente ao tempo de implantação e execução da Avaliação Institucional, ou seja, 01 (um) ano a contar da data do Edital da Composição da CPA. O mandato poderá ser prorrogado por mais 01 (um) ano, devendo, após esse tempo, acontecer outro processo para nomeação de uma nova comissão.
TÍTULO V – DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA, DO FUNCIONAMENTO E REUNIÕES
CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Art. 7º - A CPA terá a seguinte organização administrativa:
I. Presidente ou Coordenador
II. Representantes da FAFIMA, conforme constituição abaixo:
a) representante do corpo docente;
b) representante do corpo administrativo;
c) representante do corpo discente;
d) representante da sociedade civil.
Art. 8º - Cabe à CPA:
I. Propor alterações no Regimento Interno da CPA;
II. Deliberar sobre questões pertinentes à CPA;
III. Formalizar a destituição de seus membros, nas situações previstas no artigo deste Regimento;
IV. Elaborar, semestralmente, o calendário das reuniões ordinárias;
V. Promover reuniões com os diversos setores para discutir questões de interesse coletivo, sempre que solicitada ou se fizer necessário;
VI. Apreciar, dentro dos prazos estabelecidos, as matérias apresentadas à Comissão;
VII. Desempenhar outras atividades que lhe forem atribuídas na área da sua competência.
Art. 9º - São atribuições do presidente ou coordenador da CPA:
I. Convocar e presidir as reuniões da CPA;
II. Representar a CPA;
III. Distribuir para exame dos membros da CPA os processos e as proposições que exijam pronunciamento;
IV. Designar subcomissões e grupos de trabalho, fixando-lhes as atribuições, respeitadas as deliberações da CPA;
CAPÍTULO II – DO FUNCIONAMENTO DA CPA
Art. 10 - A iniciativa de proposições à CPA de seus membros ou de servidores deverá ser encaminhada através de documento escrito e protocolado.
Art. 11 - A CPA poderá determinar a realização de diligências e providências necessárias à elucidação de assuntos que lhe forem encaminhados, podendo solicitar a colaboração de qualquer servidor da FAFIMA desta área competente.
§ 1º - A CPA poderá recorrer à administração, mediante justificativa, para obter consultoria de técnicos especializados da Instituição ou de outros órgãos públicos e/ou privados.
§ 2º - A CPA poderá convocar servidores para dirimir dúvidas sobre qualquer matéria que suscite esclarecimentos a esta Comissão.
§ 3º - A CPA terá acesso à documentação e informação de todos os órgãos da Instituição, respeitadas as de caráter sigiloso, assim definidas na legislação vigente.
Art. 12 - A CPA, observada a sua competência e este Regimento, poderá estabelecer normas complementares ao seu funcionamento, através de resoluções emanadas da própria CPA e que deverão ser divulgadas na Instituição.
CAPÍTULO III – DAS REUNIÕES
Art. 13 - A CPA reunir-se-á ordinariamente até duas vezes por mês e, ordinariamente, por convocação do Presidente ou coordenador ou por solicitação da maioria simples de seus membros.
§ 1º - A reunião terá início com a presença da maioria simples de seus membros.
§ 2º - O quorum será apurado no início da reunião pela assinatura dos membros no livro de presença.
3º - As reuniões ordinárias serão realizadas nos dias e horários estabelecidos no calendário de reuniões da CPA, a ser planejado semestralmente, e a constar de resolução específica da CPA.
Art. 14 - Todas as votações que se fizerem necessárias deverão acontecer nas reuniões, sendo consideradas válidas quando computados os votos da maioria simples dos membros da CPA.
§ 1º - O processo de votação será em aberto e nominal.
§ 2º - Em caso de empate, a matéria será submetida a uma nova apreciação, em reunião subsequente.
Art. 15 - Serão lavradas atas de todas as reuniões que, após aprovadas, poderão ser divulgadas ou consultadas por qualquer servidor da FAFIMA , a qualquer tempo.
TÍTULO VI – DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 16 - Com a instituição da CPA fica vedado o funcionamento de comissão, no âmbito da FAFIMA, com finalidades similares.
Art. 17 - Os trabalhos da CPA são considerados prioritários para seus membros sobre quaisquer outras atividades da Instituição, exceto convocações por parte dos diretores.
Art. 18 - Qualquer órgão administrativo, unidade ou local de trabalho poderá,mediante justificativa, solicitar a presença da CPA, em reuniões, desde que com antecedência mínima de 5 dias úteis.
Art. 19 - A CPA deverá manter a comunidade acadêmica da FAFIMA informada de suas principais atividades e resoluções, através da publicação dos mesmos, através do setor de comunicação oficial da IES.
Art. 20 - A revisão deste Regimento deverá ser realizada por iniciativa da CPA, obrigatoriamente, a cada dois anos, contados a partir da data de sua aprovação pelo Conselho Diretor.
Art. 21 - O presente Regimento também poderá sofrer alterações e adaptações, desde que propostas oficialmente à CPA:
I. Através de documento assinado por 2/3 de seus membros;
II. Através de solicitação de alguma instância do MEC.
Parágrafo Único – Qualquer alteração do presente Regimento deverá ser submetida e aprovada pelo Conselho Diretor.
Art. 22 - Os casos omissos ou dúvidas na aplicação do presente Regimento serão resolvidos através de discussões e votação da CPA.
Art. 23 - O presente Regimento entra em vigor na data de sua publicação pelo Conselho Diretor, revogadas as disposições em contrário.
4. COMISSÃO
5.. PROJETO DE AUTOAVALIAÇÃO
O projeto de autoavaliação da FAFIMA atende às diretrizes definidas na Lei n. 10.861 de 14/04/04 que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, cuja finalidade é:
[...] a melhoria da qualidade da educação superior, a orientação da expansão de sua oferta, o aumento permanente da sua eficácia institucional, da sua efetividade acadêmica e social e, especialmente, do aprofundamento de seus compromissos e responsabilidades sociais...
(SINAES, 2004, p. 1)
Para coordenar o processo de autoavaliação, a FAFIMA instituiu a Comissão Própria de Avaliação – CPA, que é constituída por representantes da sociedade civil organizada e de todos os segmentos da comunidade acadêmica, conforme definido no artigo 11 da Lei n. 10.861 de 14/04/04.
O projeto de autoavaliação da FAFIMA, elaborado pela CPA, tem como tarefa a implementação e condução do processo de autoavaliação de acordo com as Dimensões definidas pelo SINAES, considerando-se as especificidades da FAFIMA.
Pretende-se, a partir dos resultados coletados e analisados, apresentar uma visão geral da instituição, identificando suas potencialidades e reformulações necessárias para melhor atender aos anseios da comunidade acadêmica.
Assim, o resultado da autoavaliação deverá subsidiar a constante atualização e avaliação do Plano de Desenvolvimento Institucional da FAFIMA. A autoavaliação, juntamente com o resultado das avaliações externas, constituir-se-ão referencial básico na implementação de políticas educacionais e no cumprimento de seus compromissos e sua responsabilidade social.
O projeto de autoavaliação foi elaborado considerando os objetivos, a identidade e história da instituição, bem como os objetivos/diretrizes/indicadores apresentados pelo SINAES.
Espera-se que dessa forma a avaliação institucional venha cumprir, de fato, seu papel de orientadora das políticas e das práticas acadêmicas da instituição.
Esse projeto de autoavaliação será revisto, todo semestre, de forma a atender as necessidades de acompanhamento do trabalho escolar na FAFIMA.
6. DIMENSÕES
6. 1 MISSÃO E PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
Itens e critérios de Avaliação
● A missão, finalidades, objetivos e compromissos declarados nos documentos oficiais da IES explicitam sua política de oferta de formação, de autonomia, responsabilidade e participação dos estudantes e sua política de pesquisa, extensão e produção do conhecimento, caracterizando o perfil institucional em relação com a sociedade;
● O Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI) articula a proposição da IES com o Projeto Pedagógico dos Cursos. Estes documentos, de conhecimento da comunidade acadêmica, são avaliados e atualizados periodicamente, além de usados como referência para programas e projetos desenvolvidos pelas unidades acadêmicas e pela administração central da instituição.
6.1.2 CURSOS
PEDAGOGIA
POTENCIALIDADES
Observando-se a integração do Curso de Pedagogia com as balizas orientadoras que se centram na missão da IES e em seus documentos norteadores, temos pontos interessantes que demonstram o seu potencial. Entre eles:
a) por meio da realização dos Estágios Supervisionados, os alunos e docentes do Curso têm detectado problemas sócio-culturais que podem ser solucionados, ou, pelo menos, amenizados, com a ajuda da IES;
b) há projetos de intervenção pedagógica que trabalham a teoria e a prática numa relação unívoca;
c) o Curso oferta minicursos (Alfabetização, Ação continuada), em algumas escolas;
d) reformulação da matriz curricular, repensando pressupostos éticos e filosóficos;
e) disponibilidade de um laboratório de informática, com livre acesso à Internet.
LETRAS
POTENCIALIDADES
O Curso de Letras apresenta como forças potencializadoras, no que se refere a essa dimensão o seguinte:
a) desenvolvimento de projetos de extensão para o atendimento à comunidade acadêmica e não-acadêmica;
b) desenvolvimento de atividades interdisciplinares;
c) as disciplinas que compõem a matriz curricular buscam atender o objetivo geral, bem como o perfil do egresso proposto;
d) o corpo docente referente às disciplinas que compõem a formação básica na área de Letras tem conhecimentos e experiência profissional capazes de promover a articulação entre os conteúdos desenvolvidos em suas disciplinas e a aplicação de novas tecnologias;
e) disponibilidade de um laboratório de informática, com livre acesso à Internet;
f) a biblioteca dispõe de um acervo que contempla os títulos adotados da bibliografia básica.
HISTÓRIA
POTENCIALIDADES
Considerando os eixos norteadores da IES e sua missão institucional, o Curso de História apresenta potencialidades significativas. Apontamos algumas a seguir:
a) a elaboração do Projeto Pedagógico do Curso contou com a participação do Colegiado de Curso e demais professores, permitindo que todos tivessem conhecimento de suas metas e ações;
b) há uma política definida de reflexão e análise dos Planos de Ensino, com vistas a sua reelaboração, quando for necessário;
c) houve uma reformulação da matriz curricular, tendo em vista a inclusão de disciplinas de caráter optativo, com o propósito de flexibilizar o currículo e desenvolver atividades em áreas correlatas;
d) a estrutura curricular do Curso fundamenta-se numa perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar, favorecendo um alinhamento das disciplinas, de acordo com as Diretrizes Curriculares dos Cursos de História;
e) os profissionais que atuam no Curso são formados em suas áreas específicas, observando-se que demonstram um compromisso ético-profissional com a IES.
TECNOLOGO
POTENCIALIDADES
Os pontos referenciais de forças no Curso de Tecnólogo são:
a) há convênio firmados com a Westgroup, empresa especializada em Cursos referentes à segurança no trabalho;
b) o Curso realiza palestras para a comunidade com assuntos da sua área e que são de interesse público;
c) o Curso dispõe de um convênio com CIEE – Centro de Integração Empresa/ Escola,
d) a maioria dos docentes possuem formação na área específica e atuam em empresas de grande porte como a Petrobras, Acergy. dentre outras.
6.2. PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO
As Instituições que trabalham com o ensino orientam as suas ações dentro de um contexto social, a partir de uma concepção de Educação, de homem e de vida. Considerando essas questões, consequentemente, planejam e executam suas metas e objetivos norteadores de seus trabalhos com o ensino, a pesquisa e a extensão. Dessa maneira, a FAFIMA, que é uma IES que trabalha com cursos de licenciatura na sua maioria, apresenta, quanto a essa dimensão, pontos de grande relevância.
Em relação às políticas de ensino:
a) a concepção de currículo que orienta o ensino na IES tem como base uma visão reflexiva, interpretativa e crítica, que deve considerar a historicidade e a cultura da região e dos indivíduos que compõem a sociedade. Dessa forma, não se pode separar o currículo do contexto social onde será desenvolvido;
b) considerando a concepção de currículo, a IES tem como finalidades: I – promover a qualidade do ensino, articulando-o às atividades de pesquisa e extensão; II – fomentar o desenvolvimento científico, filosófico e literário; III – formar profissionais especialistas de nível superior, qualificados por meio dos cursos de graduação e pós-graduação; IV – contribuir para a solução dos problemas sociais da sociedade local e regional;
c) a IES baliza as suas práticas pedagógicas, considerando que o processo de ensino-aprendizagem deve se ater às seguintes questões: I – para que ocorra e se efetive realmente, toda aprendizagem precisa ser significativa para o indivíduo, envolvendo-o como pessoa e como um todo; II – a aprendizagem precisa visar objetivos realísticos para que possam ser concretamente atingidos; III – toda aprendizagem deve ocorrer por meio de uma relação dialógica, dinâmica e construtiva, considerando ainda a necessária troca de saberes; IV – pelo processo de ensino-aprendizagem, o indivíduo deve adquirir condições de enfrentar as exigências da vida em sociedade;
d) considerando a concepção de currículo que norteia as práticas pedagógicas na IES, e os objetivos presentes no PPI e no PDI, observa-se que há uma relação dialógica e reflexiva de orientação para todas as finalidades da Instituição;
6.2.1 Políticas de Extensão
a) a IES entende a Extensão como fator de inserção da comunidade acadêmica na sociedade;
b) estimula a participação da comunidade interna em projetos sociais, em parceria com a comunidade externa;
c) considerando os itens anteriores, a IES desenvolve, por meio da Coordenação, projetos que visam ao atendimento da comunidade regional em termos sociais, culturais e outros.
Algumas fragilidades foram detectadas:
a) há necessidade de desenvolver e implantar instrumentos que permitam verificar se as ações de extensão nas diferentes áreas estão alcançando o impacto proporcional ao apoio da IES;
b) fortalecer as atividades de extensão com as do ensino;
c) possibilitar o aproveitamento da infraestrutura de laboratório e de pessoal na utilização de serviços a terceiros, vinculando as atividades de extensão com a relevância da formação;
6.2.2 Pós-graduação
A Coordenação de Pós-Graduação é a instância responsável pelos cursos de Pós-Graduação lato sensu. Essa coordenação tem como objetivo principal ampliar e consolidar o trabalho pedagógico desenvolvido nos cursos de graduação, de forma a responder às exigências do desenvolvimento regional, articulando ensino, pesquisa e extensão.
Os cursos oferecidos objetivam o aprimoramento da formação técnica, científica e profissional dos graduandos, com vistas a aprofundar o conhecimento do profissional especialista numa determinada área do saber.
6.3. RESPONSABILIDADE SOCIAL
A FAFIMA é uma instituição particular, mas sem fins lucrativos. Trabalha no ramo educacional há mais de 34 anos, atentando sempre para a formação de profissionais capacitados para atender em diversos setores do município e cidades circunvizinhas. Reconhece a sua importância no cenário educacional e por esse motivo, responsabiliza-se efetivamente pela construção de uma sociedade menos excludente e igualitária.
Além de participar de programas federais como ProUni, FIES, também oferece bolsas de estudo para os discentes com menor poder aquisitivo.
Mesmo antes do Programa FAFIMA SOCIAL, já ofertava descontos nas mensalidades de muitos alunos.
Também participa em muitas atividades sócio-comunitárias articuladas com prefeituras da região. Por exemplo, participa periodicamente do projeto Macaé Cidadão em parceria com a PPM, com o objetivo de prestar seus serviços a comunidades em áreas consideradas com grande risco social.
Um ponto ainda a ser melhorado é a execução de projetos que atendam a alunos com necessidades especiais, inclusive a adaptação do espaço físico ainda é um sonho a ser alcançado. Já se observa um esforço significativo ao implementar em seus currículos o ensino de Libras.
6.4. COMUNICAÇÃO
No que se refere aos canais de informação temos as potencialidades:
a) existem canais de comunicação com a comunidade externa à academia que são representados por informativo da imprensa escrita (Jornal O Debate) e por informativos da imprensa falada e televisionada;
b) a IES divulga processos e critérios seletivos e de admissão de estudantes;
c) o setor da Biblioteca Institucional atende não só a comunidade acadêmica, mas disponibiliza o seu acervo bibliográfico para a comunidade da região, de um modo geral.
Os canais de informações e comunicações internos que favorecem a articulação entre as várias áreas da instituição apresentam:
a) os coordenadores de curso que atendem a comunidade acadêmica no período noturno e por meio de seus endereços eletrônicos;
b) murais disponíveis no pátio e nos corredores da Instituição para a comunicação e a manifestação dos discentes, docentes e funcionários da IES;
c) os projetos pedagógicos dos cursos, o Plano de Desenvolvimento Institucional e o Projeto Pedagógico da Instituição na Biblioteca, para consulta do público interessado;
d) serviço de atendimento ao estudante , possibilitando o envio de sugestões e questionamentos e retornando as respostas aos interessados;
e) Manual para os alunos que os orienta quanto aos seus deveres e direitos, normas e legislação.
f) “ Ao pé-da-letra”, a revista científica da IES, indexada pelo ISSN, com edição anual, apresentando à comunidade loco-regional os resultados das pesquisas e atividades de iniciação científica realizadas e transformadas em artigos pelos docentes.
6.5 POLÍTICAS DE PESSOAL E APERFEIÇOAMENTO
A IES apresenta:
a) O quadro docente da Instituição como se descreve abaixo:
(informações referentes ao 1° semestre de 2009)
* 06 mestrandos, 05 doutorando.
b) atualmente, há no quadro de professores da Instituição as seguintes distinções quanto à carreira do Magistério Superior, que estão em funcionamento:
C ) o quadro técnico-administrativo da IES apresenta-se da seguinte forma:
(informações referentes ao 1° semestre de 2009)
6. 6. ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA INSTITUIÇÃO
No que se refere à organização e gestão da IES, é importante ressaltar que ela ocorre da seguinte forma:
a) a Instituição está estruturada de maneira simples, eficiente, dirigida por um Mantenedor que agrega à Fundação o Diretor, Vice-Diretor, os coordenadores de curso e o colegiado;
b) a gestão está orientada por um trabalho que se processa, visando a resultados. Como processo, entende-se um ato contínuo, que revela necessidade de momentos reflexivos para que se possa replanejar as ações;
c) a Diretoria é o órgão executivo máximo da faculdade, e é exercida por um Diretor e Vice-Diretor;
d) na IES existem órgãos responsáveis pela tomada de decisões, como por exemplo: a) o Conselho Acadêmico; b) o Conselho Superior ; c) o Conselho Diretor;
e) as Coordenações de Pós-graduação, iniciação científica e extensão são responsáveis por atividades de pesquisa, por meio da concessão de auxílios a projetos científicos, concessão de bolsas especiais, promoção de congressos, intercâmbios com outras instituições, divulgação dos resultados das pesquisas realizadas e outros meios a seu alcance;
f) existem na IES órgãos de apoio que são os seguintes:
I – a Secretaria – órgão de assessoria técnico-administrativa;
II – a Tesouraria e Contabilidade – responsável pelos recebimentos e pagamentos, prestações de contas à Mantenedora;
III – a Biblioteca – órgão responsável pela conservação e controle, divulgação e atualização do acervo bibliográfico;
g) todos os órgãos de execução e apoio da IES são regulamentados pelo Regimento Interno da Instituição.
6. 7. INFRAESTRUTURA FÍSICA
Para a concretização de todos os seus objetivos e metas, a infraestrutura física da IES é ponto essencial. Mediante isso, temos pontos potenciais que favorecem o desenvolvimento pedagógico, político e administrativo da Instituição, como salas amplas, biblioteca com salas de trabalhos em grupo,cabines individuais, laboratório de informática, auditório.
6.8. PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO
Entender a autoavaliação como positiva é uma cultura que precisa ser incentivada e implementada em qualquer instituição que queira crescer efetivamente. É inquestionável que a avaliação constitui-se em possibilidade de identificação de fragilidades e potencialidades, na própria revisão de critérios utilizados.
6.9. POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES
Quanto às formas de atendimento ao corpo discente e a sua vivência acadêmica, o grupo de trabalho responsável por essa dimensão constatou as potencialidades a seguir:
a) os cursos oferecidos pela IES incentivam os discentes à participação em eventos científicos, culturais, de estágios, apresentações públicas, com vistas ao desenvolvimento intelectual;
b) os critérios de admissão aos cursos são divulgados e conhecidos por meio de portarias fixadas em locais públicos e de fácil acesso à comunidade;
c) o acadêmico pode usufruir de tecnologias em seu processo de ensino-aprendizagem, por meio de laboratórios de informática, datashow e outros;
d) há programas de apoio (PROUNI, FIES e bolsas institucionais) ao aluno, por meio de bolsas que facilitem o seu ingresso e permanência no ensino de graduação;
e) há políticas de incentivo à participação dos estudantes em projetos com os docentes, por meio da bolsa-monitoria;
f) há política de educação continuada por meio de cursos de extensão e de pós-graduação em nível de especialização.
É interessante, porém, que alguns pontos das políticas de atendimento aos estudantes e aos egressos sejam fortalecidos:
a) implementação de uma política de desenvolvimento e acompanhamento dos egressos no que se refere à sua educação permanente;
b) incentivo por parte das coordenações de curso da IES para a participação mais efetiva do Diretório dos Estudantes;
c) fortalecer o desenvolvimento de trabalhos de iniciação científica, para formar futuros pesquisadores e incentivar a publicação de trabalhos acadêmico-científicos produzidos por alunos e professores;
6.10. SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
O quadro abaixo traz a descrição de um total de 76 alunos beneficiados com bolsa da própria instituição.
Ainda, registram-se:
a) bolsa do Prouni – 26 alunos com 100% e 12 alunos com 50%;
b) bolsa do FIES – 02 alunos
c) bolsa da Prefeitura de Quissamã – 16 alunos
d) bolsa da Prefeitura de Macaé – 46 alunos
Vale ressaltar que o total de bolsas das prefeituras soma 66 alunos e que ocorre atraso nos depósitos das mensalidades.
Diante do exposto, caracteriza-se na instituição um perfil filantrópico e humanitário, até mesmo por viabilizar a garantia de 73 empregos diretos e vários indiretos.
A importância de participação mais efetiva, no que se refere à parte social na Região do Norte Fluminense, denota a necessidade da IES redefinir-se quanto aos aspectos financeiros e orçamentários, para que estes possam ter a flexibilidade necessária a maiores investimentos. Assim pensando, a Instituição em 2009 já propôs ações que conduzam a esse caminho e, a partir disso, vários aspectos potenciais têm sido percebidos.
AÇÕES 2009/2010
A atual direção, juntamente com o corpo técnico-administrativo e numa interlocução com a Fundação pretende:
a) disponibilizar 25% das vagas dos cursos para um programa de facilitação do ingresso de pessoas menos favorecidas economicamente ao universo acadêmico, cumprindo o papel de responsabilidade social da IES: FAFIMA SOCIAL;
b) lançar na IES um centro de idiomas;
c) apresentar novos cursos de pós-graduação nas áreas de história, geografia e matemática, além de segurança do trabalho;
d) reavaliar cronograma de custos de forma a melhor adequação do planejamento e da sua efetiva realização;
e) desenvolver política de incentivo à leitura e conhecimento do acervo da biblioteca da IES, com vistas à importância da participação na atualização das literaturas de todas as áreas ali existentes;
f) implementar projetos de pesquisa que venham incentivar a iniciação científica e que promovam a integração entre as diferentes unidades organizacionais da IES, assim como de outras instituições de ensino;
g) criar núcleo de pesquisa.
h) fortalecer os canais de informação e comunicação, para que se efetivem continuamente;
m) implementar, atualizar e retroalimentar site institucional, por meio da divulgação dos trabalhos da Instituição, o que favorece a democratização, a facilitação e a interação entre os vários segmentos da academia e extra-academia;
n) implementar a ouvidoria como canal de comunicação eficiente que integra a comunidade acadêmica;
o) replanejar continuamente as ações avaliativas, para que o próprio processo de autoavaliação tome de fato um caráter formativo e não, apenas, diagnóstico;
p) desenvolver estratégias de gestão econômico-financeira, no sentido de implementar novos cursos, tendo em vista que se trata de um anseio da comunidade e uma perspectiva de consolidação da IES como referência no campo educacional do Norte Fluminense.
7. PENSANDO O FUTURO
Levando em consideração que a CPA é responsável pela coordenação, condução e articulação do processo interno de Avaliação Institucional da Faculdade, sua função é coordenar e articular tal processo em todas as suas modalidades de ação de modo a fornecer à comunidade acadêmica e à sociedade uma visão sobre o desenvolvimento da instituição, sua qualidade educativa e sua contribuição para o desenvolvimento da Região Norte Fluminense.
Na nova dinâmica de organização do Ensino Superior, a FAFIMA entende que a Avaliação Institucional deve ocupar lugar central. Nesta perspectiva, intenciona não somente avaliar as atividades acadêmicas, mas, sobretudo, atender a tríplice exigência da universidade contemporânea: o aperfeiçoamento contínuo da qualidade acadêmica, a melhoria do planejamento e da gestão universitária e a prestação de contas à sociedade.
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